O Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS convocou a VII Conferência Nacional de Assistência Social, que tem como tema central: Participação e Controle Social no SUAS, a ser realizada de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2009.
Tendo em vista que as conferências municipais, estaduais e do Distrito Federal antecedem à Nacional, o CNAS, cumprindo seu papel de dar direção às discussões e deliberações desse processo, tem publicado um conjunto de Informes que visa orientar a todos sobre o processo de organização das conferências.
O CNAS entende que para o sucesso das conferências, são imprescindíveis as mobilizações que as antecedem. Nesse sentido, é fato que a participação de todos os atores sociais é importante, todavia, o envolvimento daqueles que atuam diretamente junto aos usuários da assistência social é decisivo para garantir os resultados esperados.
São inúmeras as oportunidades que podem ser criadas e/ou otimizadas no cotidiano da assistência social no caminho do fortalecimento do protagonismo dos usuários. A partir disso, o CNAS, por meio desse documento, vem convidar os trabalhadores do setor a conhecer os Informes já publicados, e assumir sua centralidade para o reconhecimento público da legimitidade do protagonismo dos usuários na identificação de suas necessidades sociais e potencialidades, visando sua autonomia.
Os eventos organizados pelos Municípios, Estados, DF e União que fazem parte do cotidiano dos trabalhadores, tais como: reuniões, palestras, debates públicos, pré-conferências temáticas e outros, quando se utilizam de metodologias participativas podem garantir a efetiva participação dos usuários. São eventos dessa natureza que o CNAS acredita ser alternativas para assegurar e potencializar a participação dos usuários nas conferências.
A participação pró-ativa dos usuários deve ser antecedida da pró-atividade dos trabalhadores da assistência social. E, junto aos demais atores como conselheiros, gestores, prestadores de serviços socioassistenciais, entre outros, pode-se criar nos diferentes territórios uma cultura participativa que sustente a construção democrática da assistência social voltada aos interesses daqueles que dela necessitam.
Garantir o protagonismo dos usuários implica necessariamente em valorizar e reconhecer a centralidade dos trabalhadores na efetivação da política publica. Com tal reconhecimento, esperamos caminhar em direção a superação de entraves históricos que inviabilizaram a participação popular, buscando ainda, qualificar cada vez mais o controle social da assistência social.
CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL.